terça-feira, 23 de abril de 2013

MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS? UM CONVITE À REFLEXÃO


As Redes Sociais servem ao debate saudável a respeito de questões relevantes, especialmente para àqueles que reivindicam as necessárias transformações no mundo. Então, aproveitando-me da leitura que estou fazendo de MIGUELEZ (s/a), destaco alguns trechos que caem como luva para causar o “desatino” dos desatinados, dos que evocam o maior rigor da Lei, para crianças e adolescentes, exigindo (mesmo sem saber como fundamentar) a redução da maioridade penal.
Vejamos alguns exemplos, das falácias brasileiras: “É só observarmos o efeito da Lei 8.666 de 21/6/1993 para vermos o processo de descaso em ação. Essa lei, cujo objetivo é regular a ação do poder público em relação a licitações e contratos, não é capaz de evitar todos os desvios que conhecemos na esfera pública. Boa parte das concorrências e contratos são resolvidos informalmente,, com grande discricionariedade dos titulares das pastas públicas, e as procuradorias e controladorias corrigem apenas seus aspectos formais. É comum observarmos, no cotidiano do poder público, “tomadas de preço” onde se pede a quem já se decidiu que quer que ganhe a concorrência que “consiga duas outras propostas para dar cobertura” e garantir, apenas formalmente, o cumprimento da lei cujo princípio fundamental, na prática, é ignorado – faz-se isso e fala-se disso com naturalidade, por reconhecer-se informalmente que a lei engessa a ação do tomador de decisão. Esse é o “segredo” mais bem guardado do país: todos sabem, mas fingem que não sabem.” (grifo meu)
A leitura de MIGUELEZ está me proporcionando reflexões que não me permito deixar de compartilhar com vocês. A autora nos alerta, apoiada em Buarque de Holanda, sobre o fato de que: “é no seio de nossa indiferença que nasce, na periferia, movimentos artísticos e de contestação que lançam novos olhares sobre a realidade e o cotidiano do jovem brasileiro: o funk, o hip-hop, a arte grafite, dentre outros, mas a dificuldade de dialogar com esses movimentos acaba por facilitar-lhes o isolamento ou a radicalização. Sua observação é clara e ela refere que o jovem da periferia não consegue se comunicar com a sociedade por nenhum meio – na economia política dos direitos comunicativos que se estabelece numa sociedade autoritária, estão condenados ao mutismo – como excluídos, só falam entre si. Formam guetos e, abandonados à própria sorte usam a arte como forma de extravasar sua indignação ou indiferença. No baile funk, dão as costas à moralidade já frouxa de nossa sociedade e levam ao limite a irresponsabilidade com seus próprios corpos. São vítimas da sua própria revolta e da falta de sentido e direção nas suas vidas. O aparente hedonismo que guia a sua ação é mais uma forma de filiação às tribos urbanas, de busca irrefletida por pertencimento do que uma opção de vida. Os adultos da sociedade brasileira abandonaram seus jovens e crianças das periferias para que descubram, por tentativa e erro, pelos métodos mais dolorosos e prejudiciais para eles mesmos, como agir no mundo”.
E agora? Querem reduzir a idade de forma tal que a maioridade penal atinja jovens (uns pedem 14 anos outros 16 anos) e os condenem mais uma vez pela irresponsabilidade de todos nós que há muito nos perdemos e nos fechamos em nossos castelos de areia...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DON JUAN DE MARCO _ CENA 14

 

DON JUAN DE MARCO


SOFRIA DE  UM ROMANTISMO INCURÁVEL E ALTAMENTE CONTAGIOSO... 

É certo que como Don Juan De Marco, Don Octávio De Flores, Lyon e eu não aceitamos limites... somos livres, somos sonhos, somos fantasias, somos simplesmente amor...

A todos que se propuseram conhecer esse ensaio misto de loucura, poesia, amor pelo próximo, empatia e o firme propósito de transformar mapas mentais obsoletos através da fantasia, das palavras, das expressões corporais e do olhar, muito obrigada! (LOOS, T.)




terça-feira, 16 de abril de 2013

DON JUAN DE MARCO - CENA 13


Sem medicação... Um tratamento diferente do convencional...
Entender que, muitas vezes, não precisamos manter o luto, que a fantasia diminui o sofrimento, pode e deve ser encarada, não como patologia, mas, antes, como uma forma de ver o mundo por diferentes ângulos.
Para viver um sonho não é preciso romper com a realidade, porém necessário é que se acredite ser possível! A base do sucesso são as chamadas comunicações efetivas, escutar com atenção e usar de empatia é o melhor remédio...
Afinal quem nunca sonhou e dedicou alguns minutos para sentir a felicidade de ser simplesmente aquele que deseja ser? 

DON JUAN DE MARCO - CENA 12


Vivemos e convivemos sem experimentar conhecer o "Outro"...

A modificação do comportamento do Psiquiatra surge em decorrência de sua experiência com a fantasia, com o espetacular mundo de Don Juan De Marco? A estética romântica torna a vida mais bela, afinal o que é belo para você?

sábado, 13 de abril de 2013

DON JUAN DE MARCO - CENA 11


QUEM SOU EU? QUEM É VOCÊ?

Poderíamos dizer que somos o somatório de nossas máscaras? Desempenhamos papéis sociais, em cada lugar, em diferentes momentos...
Quando há alteridade, há empoderamento das comunicações e, dessa forma, podemos enxergar através dessas diferentes máscaras, porque em sintonia somos tudo que queremos ser... e é assim que passamos a compreender o "EU" e o "OUTRO"...

DON JUAN DE MARCO - CENA 10








Don Juan fala sobre suas crenças e de seu grande amor...
O que o faz ser tão convincente? Por que nos deixamos envolver nessa história que mistura ingenuidade e a essência do amor eros? O amor eros criticado e renegado pela Igreja, mas que aqui retoma seus contornos bem definidos. Conforme Friedrich Nietzsche, o cristianismo teria dado veneno a beber a eros, que, embora não tivesse morrido, teria recebido o impulso para degenerar-se em vicio. Nietzche exprimia assim uma sensação muito generalizada: com os seus mandamentos e proibições, a Igreja não nos torna porventura amarga a coisa mais bela da vida?
Ainda podemos sentir a alegria e a felicidade que só a amor pode nos oferecer...

DON JUAN DE MARCO - CENA 9


Don Juan De Marco refere que a mãe tem o poder de colocá-lo em contato com a realidade. A cena revela, também, a influência das palavras no jogo da vida...Pode trazer a agressividade, pode modificar o estado de humor do "Outro". O jovem demonstra que não há diferenças entre o real e fantasia, que não há que se falar em mundos perfeitos...
Em que mundo estamos vivendo? Em que momento deixamos que o amor seja sucateado?