terça-feira, 6 de abril de 2010

PEQUENA HOMENAGEM


Aí vai uma pequena homenagem ao meu mais novo amigo blogueiro e proerdiano:

Espero que um dia, no RJ, alguém valorize o trabalho educacional feito por vc e outros Proerdianos e que as VTRs sejam todas assim...
Bjs
Tania Loos

MANGUEIRA A TRISTEZA E A DOR NO CENÁRIO


Jamelão era um intérprete e tanto, especialmente qd cantava: Mangueira teu cenário é uma beleza...
Porém horas depois de minha lente ter capturado a beleza daquele cenário, de um dos corredores da UERJ, a tragédia mostrou a cara e hoje o cenário é de dor, lamento e, certamente, os surdos se calarão e nossas autoridades... essas jamais assumirão a (i)responsabilidade com nosso povo! Só nos resta agora chorar as vidas perdidas e dizer NÃO na hora certa (urnas) aos covardes que preferem o cenário de Paris...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Diálogo entre a graduação e a pós-graduação


Queridos amigos, saudações!
Nenhum brasileiro, que reconheça suas raízes poderá perder a oportunidade de participar de importante evento... Estarei lá e convido todos vocês! Pessoal do Leitura Mesquita vamos lá (Lucélia te espero)...

domingo, 28 de março de 2010

Educação também dá meia-volta e avança!

Os absurdos continuam acontecendo, não é só na PMERJ que se dá meia-volta e avança (retrocede), leiam o testemunho da Professora Denise Vilardo...

"Uma verdadeira barbaridade!!

Caríssimos e caríssimas,

Começo nesse nosso espaço fazendo uma denúncia, e contando com esse valoroso grupo para me ajudar a divulgar o que vem acontecendo com as escolas municipais da cidade do Rio de Janeiro.

Finalmente, a SME/RJ está utilizando as verbas a ela destinada desde sempre. A Claudia Costin, como boa administradora que é, e já tendo tido experiência em outros cargos governamentais, inclusive na esfera federal, sabe direitinho onde o dinheiro está e tem captado literalmente tudo o que é possível captar. Mas...

Apesar de todos os avanços no campo administrativo que estão sendo realizados nessa gestão, a orientação pedagógica está uma verdadeira barafunda!

Dentre as inúmeras propostas de "salvação" que a SME/RJ anda apresentando aos professores, de maneira absolutamente arbitrária, está uma cartilha, baseada no método fônico ou fonético - muito utilizado nos anos 50/60 e que é condenado por todos os estudiosos do assunto, desde a década de 80.
As cartilhas chegaram para serem distribuídas para as escolas cujos alunos têm dificuldade na aprendizagem da leitura. É um projeto caro, encomendado a um Instituto chamado Alfa e Beto. Chama-se "Aprender a ler" e tem um livro suplementar, com pseudo histórias para os alunos.

Com essa cartilha, pretende-se alfabetizar, finalmente, as crianças... a justificativa é que, com os métodos anteriores, as crianças não obtiveram sucesso. Posso afirmar que a metodologia do ensino de alfabetização que era orientada aos professores nunca chegou a ser implantada efetivamente no nosso município - por motivos políticos.

Desde 2002, ainda na gestão do Prefeito César Maia, as capacitações em serviço para os professores da Rede Pública Municipal foram suspensas.

As atualizações para os professores foram retomadas no final de 2009, já na gestão do Eduardo Paes. Esse vácuo de 7 anos para o magistério foi fatal. Haja vista a pesquisa recentemente publicada, em que os professores culpam as famílias dos alunos pela não aprendizagem dos mesmos. (O pior é que a SME/RJ também acredita nisso uma vez que lançou uma "cartilha" para as mães - e somente elas - aprenderem a acompanhar os filhos em seus estudos. Isso é, no mínimo, grotesco...um dos conselhos dado às mães, é que tenham um local adequado em suas casas, para as crianças estudarem. Um local silencioso, com boa iluminação, boa ventilação e confortável...) Têm ideia de qual planeta vive quem escreveu isso vive?

Retrocedemos 20 anos no pensamento pedagógico dessa Rede.

Algumas outras propostas de salvação do ensino na Rede Pública, são, ainda, a volta da 2ª época e dos deveres de casa...

Voltando à cartilha de alfabetização, envio um dos textos para vocês verem, com algumas observações iniciais.

*Minha chinela amarela*
/"Olá, eu sou o Charles.
Eis a minha chinela.
Minha chinela é amarela.
Eu chamo minha chinela de Chaninha!

Chaninha vive no armário
De manhã, Chaninha sai do armário e vem para mim.
E Chaninha vem me ver, cheia de charme!

Eu saio ao sol, eu e a minha chinela...
Eu saio na rua...
Eu e a minha chinela.
Eu e a minha Chaninha! Lá vamos nós!

Às vezes, eu suo muito.
Eu suo na Chaninha.
Aí, ela cheira mal!
Uuuuu! Ela cheira a chulé!

Se dá chulé na Chaninha, mamãe leva e lava.
Mamãe lavou, lavou e a Chaninha furou.

Hum, a chinela é cheirosa afinal!
Chaninha é velha.
Mesmo assim ela é maravilhosa!"/

1 - Qualquer professor de Língua Portuguesa pode atestar que isso acima é quase um não-texto, porque possui débeis elementos básicos
de coesão, e baixíssimo nível de coerência. São quase frases soltas;
2 - costumamos dizer que esse tipo de não-texto imbeciliza os alunos;
3 - é também inadequado para a faixa etária a que está endereçado;
4 - não utilizamos chinelas no Rio de Janeiro;
5 - Charles é um nome, ah digamos... não brasileiro;
6 - e, Chaninha, na minha terra é... vocês sabem o que significa.

Sou profª da Rede Municipal há 32 anos e nunca vivenciei nada semelhante. Nunca a SME foi tão retrógrada, com atitudes tão conservadoras e tão inconsequente em seus atos.

A Claudia Costin tem uma mídia hiper forte com ela, que é excelente administradora, mas não entende bulhufas de Educação e nem a equipe que montou para assessorá-la. E os professores ah, digamos, mais conscientes, estão sem espaço pra contar suas histórias. Só aparece o que dá cartaz ao governo, e que está apenas na superfície.

Pra terminar, outra "história" tirada da cartilha:

*Zé e Zuza*

/"Zé amola seu mano Zuza.
- Ei, Zuza zonzo!
- Não amola, Zé!

Uma manhã, uma luz iluminou Zuza.
- O Zé não me amola mais!

Zuza assou uma massa de sal numa noz.
- Uma noz, mano Zuza! Eu amo noz! Ulalá!

E zás!
Ai, ai, ai!
Noz com sal?
Zuza amolou o Zé, ou não?

O Zuza não amolou.
- Amo noz! amo sal! Noz e sal, uau! Amei!

Ué, nem o sal na noz amola o Zé!
- Ô, mano Zé lelé!
- Ê, miolo mole!"/

Parece sacanagem? E é!!! Sacanagem com os meninos e meninas das escolas públicas municipais do Rio de Janeiro.

Obrigada pela atenção

Denise Vilardo"

Compete a todos nós EDUCADORES nos posicionarmos contra os desmandos que acontecem, e, de vez, mudarmos a atitude "sair da passividade, do conformismo" e partir para a pro-atividade em prol de uma Educação de Qualidade para TODOS.
Tania Loos



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sábado, 20 de março de 2010

DISCURSO E PODER

Saudações aos amigos!

Acessando meus blogs favoritos observei que, finalmente, meu amigo Wanderby voltou a postar e com as mesmas características de sempre: inteligência, bom senso, alta capacidade de comunicar idéias e, sobretudo, gerando empatia com seus seguidores.

Lendo algumas postagens do Wanderby e outras do CEL Paul lembrei-me de trechos do livro que estou terminando a leitura: Discurso e Poder - Teun A. vanDijk.

O livro se reporta aos ECD (Estudos Críticos do Discurso) tratando de problemas sociais complexos para os quais o autor aponta a necessidade de se desenvolver ou aplicar teorias e métodos complexos de várias disciplinas e, ao mesmo tempo, satisfazer os critérios sociais relevantes para grupos dominados. E é aí que vejo dois incríveis "personagens" da nossa história (Wanderby e Paul) que não se submetem ao Poder Dominante, não se rendem ou se deixam controlar pelo poder institucional que nos quer "calar a boca".

Assim, observem o que diz o autor sobre discurso e reprodução do Poder Social:

Tradicionalmente, controle é definido como controle sobre as ações de outros. Se esse controle se dá também no interesse daqueles que exercem tal poder, e contra os interesses daqueles que são controlados, podemos falar de abuso de poder. Se as ações envolvidas são ações comunicativas, isto é, o discurso, então podemos, de forma mais específica, tratar do controle sobre o discurso de outros, que é uma das maneiras óbvias de como o discurso e o poder estão relacionados: pessoas não são livres para falar ou escrever quando, onde, para quem, sobre o que ou como elas querem, mas são parcial ou totalmente controladas pelos outros poderosos, tais como o Estado, a polícia, a mídia ou uma empresa interessada na supressão da liberdade da escrita e da fala (tipicamente crítica). Ou, ao contrário, elas têm que falar ou escrever como são mandadas a falar ou escrever.

Felizmente esse controle, o exercício da violência simbólica (instituída para tirar a voz de quem ousa dizer verdades) não nos afeta, precisamos de mais Wanderby's, Paul's, Luiz Alexandre's e tantos quantos quiserem manifestar-se contra o Poder Dominante, porque somente assim conseguiremos a transformação social desejada.

É livre a manifestação do pensamento, por isso rendo minha homenagem ao autor do livro que está clarificando minha mente e aos ilustres companheiros. Rogo que continuem, não se deixem levar pelo discurso dominante que, paralelamente ao controle da fala e da escrita, exerce abuso de poder quando quer manipular mentes. Dessa forma quero registrar, ainda, que, segundo meu entendimento, a força do Poder Dominante já cooptou pessoas, agindo de modo semelhante aos americanos: "se eu não posso calar essa voz que essa voz fale o que eu quero que seja dito"...

Espero postar, em breve, outros recortes do livro, especialmente, os relacionados à intervenção do Poder Dominante no Discurso Midiático.

Tania Loos (manifestando-se livremente, sem medo de ser feliz)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A TRAMA DO AGIR: PMERJ CARNAVAL 2010

Considero que em todas as classes profissionais hajam adeptos dos festejos carnavalescos, mas por favor alguém pode me informar quantas professoras, enfermeiras, médicas, juízas etc desfilaram nas Escolas de Samba do RJ? É importante que homens e mulheres que compreendem a diversidade cultural de nosso país possam participar sem qualquer impedimento e se entregarem anonimamente aos blocos, escolas de samba, frevos etc. Juntam-se às comunidades e ali fazem parte do todo, é povão como qualquer outro cidadão!
O que lamento é, exatamente o oposto, a cegueira imposta pelo Poder Simbólico que usa e abusa de sua força e faz da MULHER trabalhadora uma seguidora fiel dos padrões de sutil violência que a impede de ver que estão submetendo a IMAGEM DO CORPO FEMININO como ponto mais importante que sua competência, profissionalismo e mérito.

Foi triste ver a imagem de uma FEM em trajes reveladores de seu contorno, esbanjando sorrisos feito uma hiena. Pois, para rebolar e rir tanto assim, fazendo a alegria de seus algozes, faz com que transmita a mensagem para o povo de que está tudo bem, que a população não precisa se preocupar, pois a violência no RJ se resolve como no Reinado de MOMO, com muita cerveja, muita droga "liberada" (afinal é carnaval), muita bunda de fora e muita sacanagem... E mais, a sociedade deve estar pensando que tanta alegria assim equivale a um salário digno, escalas de serviço compatível para que oficiais possam esbanjar alegria na avenida, e que tudo está 100% maravilhoso na cidade maravilhosa, caso contrário como tantas policiais estariam desfilando em posições de DESTAQUES?

O que mais causa indignação, como já afirmei antes, não é a participação e/ou a exposição do corpo, mas a exposição institucional e que ELAS não tiveram a criticidade necessária para entender essa trama no agir daqueles que deveriam preservar a Instituição e que optaram por minutinhos de fama através da exposição midiática que serviu para o esquecimento do chamado BTL da LIESA e à alienação do povo que esquece nos 3 dias de folia toda problemática que envolve a questão do sistema de segurança e olha apenas a MULHER, seu potencial de beleza e não o cognitivo/intelectual/operacional-técnico.
Assim, questiono o motivo pelo qual a mídia, no ano passado, não deu ênfase ao desfile de dois Coronéis (H) na Porto da Pedra, que fique claro um do RJ e outro do alto escalão do PR? Por que a mídia jamais deu destaque ao antigo sargentão do 13ºBPM que foi (ou ainda é, não sei) um grande Mestre-sala da Vila Isabel? O que farão as "desfilantes" quando de serviço forem chamadas por um humilde morador da comunidade, que com linguajar peculiar lhes fizer um elogio: "Nó, a senhora tava muito GOSTO.. no carnaval, deviam trocar sua farda por aquela"?

Infelizmente essa força do Poder Simbólico, essa Trama no Agir no Carnaval 2010, vai conduzir daqui pra frente a VIDA PROFISSIONAL dessas pessoas, serão "olhadas" apenas pelo que podem produzir ao "apagamento emocional da tropa e da população", é a palavra de ordem de uma violência simbólica que elas não conseguiram detectar... Elas podem dar adeus à MERITOCRACIA...

Tania Loos

domingo, 24 de janeiro de 2010

Evolução do Ensino de Matemática

"Educação"... Por: Prof Antonia Franco

A Evolução da Educação. Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.Leiam relato de uma Professora de Matemática
Semana passada comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo? ( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Traumas, professora, terá o moleque quando fizer uma prova para ingressar em qualquer empresa... O trauma será tão grande, que saberá que é BURRO e os pais são estúpidos, incompetentes, incapazes de educá-lo...
Que a família e o governo faz o imbecil pensar que é o bicho, o foda, o todo poderoso, porem, na hora do colocar em prova seus conhecimentos, fica frustrado, acha que sacanearam e vai fumar maconha...
O grande problema é que está faltando o porrete adequado para as pancadas que deverão ser dadas, a fim de sanar o problema, visto que se não tomarem uma posição, serão incompetentes para dirigirem as próprias vidas e principalmente este País...
Lembrando que um dia os velhos morrerão e os novos deverão ocupar o lugar deixado...